19/02/2011

Devemos recitar os mistérios luminosos do Rosário?

Foi em sua Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, de 16 de Outubro de 2002, que o Papa João Paulo II tentou modificar o Rosário; dentre essas mudanças, o mesmo adicionou 5 novos mistérios chamados mistérios luminosos (ou da luz).
Essa carta que, infelizmente, tenta promover o Rosário, é completamente contaminada pelo Naturalismo, e considera o Rosário como uma experiência psicológica similar as orações e meditações das religiões não-católicas. Por isso a importância da "implicação antropológica do Rosário , fazendo compreensível o mistério do homem. Dentre as "melhorias" implementadas no Rosário proposto, os 5 novos mistérios da luz são o 'carro-chefe' de tal proposição, eles foram especialmente escolhidos de forma a não ofender os protestantes, aonde todos os mistérios são descritos no Evangelho, mas nenhum mencionando explicitamente a Virgem Maria. Isso se alinha com a intenção do Papa em tornar o Rosário mais "cristocêntrico", o que significa, na prática, torná-lo menos Mariano.
Não é por nenhum acidente que os tradicionais mistérios do Rosário sejam focados, inteiramente, no mistério da Redenção; preparados nos mistérios Gozosos, cumpridos nos mistérios Dolorosos e aplicados nos mistérios Gloriosos. Se a tradição nos concedeu-os dessa forma, é porque esses são os mistérios que nossas almas precisam meditar para (alcançar) a salvação eterna.
 A razão para essa mudança de orientação é, para pouco a pouco, mover nossa atenção para longe do mistério da Redenção (entendida como a compra das almas dos pecadores), comprando-nos de volta de nossos pecados através da satisfação de nossas ofenças cometidas contra Deus. A teologia moderna do Mistério Pascoal pensa que isso já não se faz mais necessário, que Deus não é tão infantil para requerer pagamento pelos pecados e que, consequentemente, tudo o que precisamos é refletir nas manifestações de amor, gentileza, e glória de Deus.
O resultado da recitação desses luminosos mistérios será a dessacralização do Rosário, a perda do específico foco Mariano, mudando assim nossa atenção para longe da união com o ato de Cristo em Sua Redenção, pela qual unicamente podemos ser salvos de nossos pecados. Pouco a pouco se tornará vazio, estéril, e não será mais rezado. Consequentemente, temos que recusar essa "melhoria" opcional e, ao contrário, nos ater a velha e aguerrida Tradição da Igreja que santificou tantas gerações de santos. Apesar de não ser pecado recitar esses mistérios da luz (per se) com os Católicos modernos, nós certamente temos que desencorajar suas recitações e evitar comprar e/ou disponibilizar panfletos ou livretos que apresentam os mistérios da luz.

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